Agitação marítima ‘atirou’ o mar para as ruas do Furadouro

2026/02/05

Mar galgou os paredões de proteção frontal e invadiu as ruas do Furadouro, deixando pedras e areia pelo caminho.

Portugal foi “varrido” pelas tempestades Joseph, Ingrid e Kristin, nos últimos dias, e as consequências foram devastadoras em muitas zonas do país. Associada a estas depressões esteve sempre a agitação marítima que, durante muitos dias, provocou o pânico nas zonas do litoral.
Em Ovar não houve exceção e o mar chegou a ameaçar com ondas na ordem dos 15 metro de altura máxima, que deixaram as praias do concelho num verdadeiro alvoroço.
Na praia do Furadouro, por exemplo, a circulação pela marginal esteve cortada em grandes períodos de dias, para impedir que alguma tragédia acontecesse. O mar galgou, muitas vezes, de forma impetuosa, a muralha de proteção frontal e invadiu as ruas, arrastando consigo areia, pedras de grande dimensão e partes de mobiliário urbano, transformando a marginal do Furadouro num autêntico ‘depósito’ a céu aberto.
Esta semana volta a ser de grande preocupação, e o município de Ovar continua a acompanhar a situação em permanência, associando-se à Autoridade Marítima Nacional na recomendação à população para a adoção de uma atitude responsável e preventiva.
À comunidade piscatória e à náutica de recreio, por exemplo, é aconselhado “o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a não realização de saídas para o mar até à melhoria das condições”. À população em geral aconselha-se “evitar passeios junto à orla costeira, praias e zonas expostas à agitação marítima, bem como a adoção de uma postura preventiva, evitando a exposição desnecessária ao risco”. Aos pescadores lúdicos as instituições aconselham que estes evitem “a prática da pesca junto a falésias, arribas e zonas rochosas, em especial nas frentes costeiras mais expostas à rebentação”.

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